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Sabrina Petraglia comemora vacinação contra a covid-19: "Agora posso proteger a Maya pela alimentação"

Do site da Revista Crescer

Entenda também se os anticorpos produzidos pelo imunizante podem mesmo ser passados para o bebê através do leite materno

por Redação Revista Crescer

09/07/2021

Esta quinta (08/07) ficará marcada na vida de Sabrina Petraglia. Isso porque a atriz conseguiu se vacinar contra a covid-19 graças à xepa, doses remanescentes que sobram no final do dia e dão a chance de pessoas que não estão entre os grupos prioritários propostos pelo Ministério da Saúde tomarem o imunizante.

No Instagram, Sabrina comemorou. “Indescritível a sensação de ser vacinada e agora poder proteger a Maya através da amamentação também!”, escreveu a atriz em uma foto onde aparecia amamentando a filha caçula.

Pelos stories, ela explicou um pouco mais sobre o funcionamento da fila da xepa. “Feliz e aliviada que eu consegui vacinar, agora posso proteger a Maya pela alimentação. Eu consegui vacinar na fila da xepa. Funciona assim: você procura o posto mais perto da sua casa, vai com o documento e com comprovante de residência e se inscreve. As lactantes têm prioridade nessa fila, então eu consegui por ser lactante, mas qualquer um pode tentar se inscrever. Vale a pena”, afirmou animada.

A amamentação realmente protege o bebê?

Apesar de algumas pesquisas mostrarem que os anticorpos podem ser compartilhados através do leite materno de mães vacinadas, ainda são necessários mais estudos para certificar que essa pode ser uma fonte de proteção contra a doença para os recém-nascidos.

"A questão é que vários estudos feitos até o momento foram realizados no leite materno e não nas crianças. Não sabemos se, de fato, os anticorpos do leite materno são suficientes para proteger o bebê e por quanto tempo", explica Moisés Chencinski, presidente do Departamento de Aleitamento Materno da Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP).

Uma exemplo desses estudos foi a pesquisa recente publicada no The Journal of the American Medical Association (JAMA) que identificou dois anticorpos específicos (IgA e o IgG) no leite materno de mulheres que já foram vacinadas com a vacina da Pfizer-Biontech, a mesma que Sabrina tomou.

Entre as 84 participantes da análise, 61,8% apresentaram anticorpos IgA contra a covid-19 depois de tomarem a primeira dose logo na primeira semana. Esse número subiu para 86,1% após a segunda dose. O IgA é a "primeira resposta" que o organismo dá ao entrar em contato com um novo vírus.

Já o aumento dos anticorpos IgG só foi observado depois de um mês da aplicação da segunda dose. Após 6 semanas, 97% das amostras de leite já apresentavam o anticorpo. O IgG funciona com uma "segunda etapa" da resposta imunológica. É como se o corpo aprendesse a como se defender do vírus e guardasse uma "memória" de como fazer isso.

Apesar dos resultados serem realmente positivos, ainda não há provas suficientes de que só os anticorpos presentes no leite materno já seriam capazes de proteger o bebê contra a covid-19. "Não podemos achar que porque as mães estão passando anticorpos para o bebê, não se precisa mais tomar cuidados. Todos os cuidados continuam sendo importantes, principalmente porque ainda estamos com alto indice de infecções no país", orientou Chenchisnki.

Dr. Moises Chencinski - CRM-SP 36.349 - PEDIATRIA - RQE Nº 37546 / HOMEOPATIA - RQE Nº 37545